quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

hold on to your hearts .

De repente tudo ficou colorido outra vez: pena que não durou mais que duas horas.
Hoje em dia algumas canções não dão mais conta; hoje em dia algumas risadas não dão mais conta, fingimento e cor de abóbora não dão mais conta.
Quando acabam-se as canções, as risadas, o fingimento e o cor de abóbora, só o que sobra é a mais velha em cima da cama e a mais nova sentada na poltrona, o barulho da máquina costurando lá dentro, o único som contra um silêncio que não incomoda mais.
Pior que se acostumar ao silêncio, as cores desbotadas, as sombras nas vozes e nos olhares, é descobrir que não existem mais válvulas de escape. Pra todo lado que se olha tem alguma coisa quebrada, e simplesmente não existe mais energia pra concertá-las. É como se todo mundo perdesse o viço, ao mesmo tempo e sem escapatória.
É como se em um dia, não soubéssemos o jeito certo pra comemorar.
Me falta coragem.

Um comentário:

I like it rough.
Evitem delicadezas.