sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Uma história triste de ano novo, que eu escrevi muito tempo atrás, ou só, alguém prestes a pular a janela quando der meia noite.

Cinco minutos pra meia noite. Cinco minutos pra mudar o ano, mudar o ano, mudar a vida.
Quatro minutos e quatro passos da beirada da cama até a janela, quatro passos, uma perna pra dentro da noite, uma perna balançando no escuro, dez andares distante da rua vazia.
Três minutos. Paul McCartney cantando sem voz na tv, o ventilador soprando o cobertor pendurado pra fora da cama.
Dois minutos e duas pernas pra fora, não vou olhar pra baixo, não quero olhar pra baixo, olha as estrelas, que lindas as estrelas.
Um minuto. E nada. Só vou respirar e não olhar pra baixo.
Dez.
Nove.
Oito.
Sete.
Seis.
Cinco.
Quatro.
Três.
Dois.
Um.
As estrelas sobem, descem, fazem curvas e explodem em mil cores diferentes, em um mundo diferente. Eu sei que os fogos são barulhentos, mas não escuto nada.
O chão chega rápido demais. Não dá nem tempo de dizer Feliz Ano Novo.

2 comentários:

  1. acho que todo mundo ja passou um ano novo parecido com esse...
    tipos, a pessoa nasce, cresce, passa um ano novo assim, se reproduz e morre...
    ;D

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  2. Esse meu ano novo foi quase assim...

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Evitem delicadezas.